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segunda-feira, 14 de maio de 2012
Fodas à Coelho - As oportunidades do desemprego
Caro Coelhinho,
Vi noutro dia que as tuas recentes declarações sobre o desemprego em Portugal foram mal recebidas pela população em geral, e queria neste momento difícil manifestar-te o meu apoio, pois acho que a grande maioria não entendeu o teu ponto de vista.
De facto, acho que alturas como esta são as mais propicias às mudanças e ao aparecimento de alternativas para combater as dificuldades que atravessamos. Assim, penso que tens toda a razão em querer pôr esta cambada de piegas a puxar pela cabeça e a ver as imensas portas que se estão a abrir no actual panorama nacional. Decidi inclusive dar-te uma ajudinha nisto e enumerar algumas oportunidades que no meu entender são passíveis de produzir bons resultados nos próximos tempos.
A primeira é a agiotagem, pois tendo em conta as dificuldades financeiras que muitos atravessam, penso que aqueles que puderem investir nesta área irão conseguir resultados muito positivos. Poderá ser também uma boa forma de aproximar as pessoas dos seus credores e e afastar a impessoalidade da banca, embora imagine, que vá haver alguns que talvez preferissem manter essa distância... Mas só de pensar no numero de criminosos violentos que poderiam finalmente ter uma oportunidade de colocação num emprego à sua medida, uma pessoa ganha logo um novo fôlego de esperança!
A segunda é a prostituição e esta poderá ter um grande impacto directo e indirecto na nossa economia. Para começar nunca é tarde para incentivar a mais velha profissão do mundo, e tendo em conta que a grande maioria da população também já está bem habituada a ser enrabada pelo sistema, não hão-de ser certamente mais umas fodas a fazer a diferença, certo? Para além disso, se o país virar um bordel, devemos também conseguir produzir um aumento significativo no turismo. Aliás, se tivermos em consideração o nosso custo de vida, eu cá diria que vão ser "charters" de alemães, americanos, angolanos e chineses a virem cá dar-nos mais umas palmadinhas! E de maneira a que se aproveite o investimento que tem sido feito nos últimos anos nas tecnologias, pode-se também tentar incentivar o pessoal desta área a desenvolver várias páginas de pornografia amadora e profissional, o que aumentaria a nossa exposição a nível mundial. Até se podem criar iniciativas do género "Fuck a Portuguese and make your own porn movie". E se a tudo isto ainda lhe juntarmos a quantidade de chulos que por aí iriam despontar, aposto que ficávamos rapidamente com uma taxa de desemprego extremamente reduzida!
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
A Macacada - Parte 11.11
Parece incrível meus caros mas é mesmo verdade. Após todos estes constantes alarmismos dos últimos anos, parece que ainda há seres humanos capazes de crerem que um alinhamento de números do nosso calendário é capaz de provocar o apocalipse ou então uma mudança cósmicó-espiritual.
Durante a tarde do dia de ontem comecei a ver os primeiros sinais preocupantes deste fenómeno a serem postados das mais diversas formas por várias pessoas, na mais popular rede social da actualidade e cada vez mais a razão supra-sumo pela qual muitos de nós hoje possuem um computador: o Facebook. Uns publicavam artigos apocalípticos, enquanto outros alertavam para a abertura de um importantíssimo portal cósmico para toda a humanidade. Ora, sendo eu uma pessoa até razoável, lamento informar uns quantos crentes nestas teorias de que tudo isto não passa para mim de uma valente treta. Pura verborreia!
Nada tenho contra iniciativas que visem promover a consciência colectiva dos seres humanos, seja ela através de meditações, sintonizações de corações e mentes ou de depravadas orgias. Aliás, penso que se deve inclusive incentivar tais iniciativas, especialmente se opção recair sobre esta última, mas fazê-lo sobre pretextos descabidos como este, lamento meus amigos, mas considero isto um atentado à minha inteligência!
O nosso planeta tem 4,54 mil milhões de anos, e nós enquanto Homo Sapiens estima-se que estejamos cá há cerca de 200 mil anos. A nossa civilização em que vivemos começa a classificar a "História" há cerca de 10 mil anos e actualmente há pelo menos 3 calendários em vigor: o Cristão, o Muçulmano e o Budista. Assim sendo, e para aqueles que ainda não perceberam aonde é que pretendo chegar com isto, deixem-me que vos simplifique as coisas: Acham mesmo que faz a mínima lógica essas tretas de portais e apocalipses, só porque uns números coincidem no calendário de uma das religiões em vigor? E se acreditam mesmo nisso, deixem-me que vos desaponte dizendo que este alinhamento numérico tão bonito que tanto gente hoje fez questão de exultar segue a mesma linha de raciocínio da mundialmente famosa "lógica da batata"! Porquê? Muito simples estimadíssimos amigos: hoje, ao contrário do que muitos de vocês parecem querer acreditar não foi o dia 11/11/11, mas sim o dia 11/11/2011. Fantástico não é? Afinal de contas este alinhamento numérico tem ali uma ligeira e irritante falha que talvez valesse a pena ter tido em consideração. Isto leva-me a crer que na volta agora muitos se irão dar conta de que afinal o apocalipse / portal cósmico só se irá dar daqui a 9 dias, em 20/11/2011 e para levar isto ainda mais ao cúmulo do absurdo, este irá dar-se pelas 20:11, ficando apenas a faltar definir aos crentes destas teorias no horário de que país é que tal coisa se irá verificar... Sim, porque para aqueles que não sabem o horário em Portugal é diferente do horário em Espanha, e por sua vez estes são diferentes do horário na Rússia, nos Estados Unidos, na China e em muitos outros sítios... As coisas de que um tipo se lembra, hein?
Durante a tarde do dia de ontem comecei a ver os primeiros sinais preocupantes deste fenómeno a serem postados das mais diversas formas por várias pessoas, na mais popular rede social da actualidade e cada vez mais a razão supra-sumo pela qual muitos de nós hoje possuem um computador: o Facebook. Uns publicavam artigos apocalípticos, enquanto outros alertavam para a abertura de um importantíssimo portal cósmico para toda a humanidade. Ora, sendo eu uma pessoa até razoável, lamento informar uns quantos crentes nestas teorias de que tudo isto não passa para mim de uma valente treta. Pura verborreia!
Nada tenho contra iniciativas que visem promover a consciência colectiva dos seres humanos, seja ela através de meditações, sintonizações de corações e mentes ou de depravadas orgias. Aliás, penso que se deve inclusive incentivar tais iniciativas, especialmente se opção recair sobre esta última, mas fazê-lo sobre pretextos descabidos como este, lamento meus amigos, mas considero isto um atentado à minha inteligência!
O nosso planeta tem 4,54 mil milhões de anos, e nós enquanto Homo Sapiens estima-se que estejamos cá há cerca de 200 mil anos. A nossa civilização em que vivemos começa a classificar a "História" há cerca de 10 mil anos e actualmente há pelo menos 3 calendários em vigor: o Cristão, o Muçulmano e o Budista. Assim sendo, e para aqueles que ainda não perceberam aonde é que pretendo chegar com isto, deixem-me que vos simplifique as coisas: Acham mesmo que faz a mínima lógica essas tretas de portais e apocalipses, só porque uns números coincidem no calendário de uma das religiões em vigor? E se acreditam mesmo nisso, deixem-me que vos desaponte dizendo que este alinhamento numérico tão bonito que tanto gente hoje fez questão de exultar segue a mesma linha de raciocínio da mundialmente famosa "lógica da batata"! Porquê? Muito simples estimadíssimos amigos: hoje, ao contrário do que muitos de vocês parecem querer acreditar não foi o dia 11/11/11, mas sim o dia 11/11/2011. Fantástico não é? Afinal de contas este alinhamento numérico tem ali uma ligeira e irritante falha que talvez valesse a pena ter tido em consideração. Isto leva-me a crer que na volta agora muitos se irão dar conta de que afinal o apocalipse / portal cósmico só se irá dar daqui a 9 dias, em 20/11/2011 e para levar isto ainda mais ao cúmulo do absurdo, este irá dar-se pelas 20:11, ficando apenas a faltar definir aos crentes destas teorias no horário de que país é que tal coisa se irá verificar... Sim, porque para aqueles que não sabem o horário em Portugal é diferente do horário em Espanha, e por sua vez estes são diferentes do horário na Rússia, nos Estados Unidos, na China e em muitos outros sítios... As coisas de que um tipo se lembra, hein?
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Nacionalisses
Pois é, chegou ao fim o sonho da selecção nacional e de muitos portugueses neste mundial de futebol. A tristeza é generalizada em mais este falhanço, e como é normal, nestas situações há sempre que encontrar um bode expiatório. E nisto há actualmente 2 grande candidatos a esse papel: o seleccionador Carlos Queirós e o mediático Cristiano Ronaldo.
Devo dizer que uma parte de mim se sente aliviado com este afastamento do Mundial. Para começar irão silenciar-se finalmente essas horrendas cornetas importadas da África do Sul, as vuvuzelas! Espero apenas que tenha sido uma moda passageira, porque só de imaginar, que sempre que agora houver um encontro importante de futebol, seremos obrigados a suportar esse barulho infernal, até me deixa indisposto! A sério meus amigos, a grande maioria de vocês não acham que já ultrapassaram a idade de andar por aí fascinados com tudo o que aparece à frente e faz barulho? É que isso é típico do comportamento de crianças dos 2 aos 6 anos e não é preciso ser-se nenhum entendido em psicologia para estar a par deste facto...
Outra das coisas que tem bom este afastamento do campeonato do mundo é o fim de toda esta disparatada onda de nacionalismo que agora nos invade a cada 2 anos na altura dos mundiais e europeus de futebol. Nestas alturas nunca faltam bandeiras nacionais, camisolas e cachecóis. Nem as caras pintadas com as cores de Portugal faltam. Até as mulheres que passam 300 e muitos dias do ano a falar mal de futebol e lixar a cabeça aos maridos e namorados por causa da "bola", chegam a esta altura e se for preciso ainda berram mais intensamente que os homens! Anda tudo o ano inteiro a queixar-se do seu próprio país, das pessoas que o habitam e da sua mentalidade, mas basta haver uma competição futebolística de nível internacional para que toda a gente passe a ser "um português cheio de orgulho" na sua nação! Mas se depois as coisas correm mal, já somos todos novamente uma tristeza de povo e remetemo-nos rapidamente à nossa própria e típica insignificância.
Será que, tirando a selecção nacional de futebol não conseguimos encontrar de facto um outro motivo de orgulho para aclamarmos a nossa nacionalidade? Somos mesmo um povo assim tão triste que não consegue identificar com mais nada de positivo além de Figos, Ronaldos e Mourinhos?
E no meio de tudo tenho isto tenho mesmo que perguntar... Serei eu o único que se está perfeitamente a marimbar para o facto de o Cristiano Ronaldo não cantar o hino nacional antes do inicio dos jogos de Portugal? É que tipo... Não há nada melhor para discutir? Será que por obra e graça de Nossa Senhora da Aparição ele jogaria melhor se antes cantasse o hino? E será que isso teria como consequência um melhoramento nas nossas vidas pessoais?
Faço estas perguntas porque depois da derrota de ontem tudo servia para deitar mais achas para a fogueira e justificar o falhanço da selecção. Era só abrir o facebook e constatar isto no meio de todos os comentários revoltados. Confesso que a mim me revolta mais o aumento do IVA, a introdução de novas portagens que irão afastar muito do turismo galego da norte do país e a habitual falta de soluções para resolver os problemas económicos e sociais que nos assolam neste momento. Perante isto, parece-me de facto ridículo andar-me a preocupar com o facto de um puto de 25 anos não cantar o hino nacional antes de começar a dar uns chutos na bola...
Aliás, eu até acho o nosso hino um bocado para o piroso, com menção a armas e a marchar contra canhões...
Será que isso faz de mim uma pessoa com menos amor ao seu país? Talvez faça, até porque antes de me considerar português, considero-me cidadão do planeta terra. Mas isso são já outras conversas...
Voltando ao nosso tema dominante, não quero que pensem que sou algum tipo de fundamentalista anti-futebol, pois se o fizerem estão um pouco distantes da minha realidade. Sou uma pessoa que gosta acima de tudo de bons espectáculos, e no caso do desporto acho que o futebol e o basquetebol são dois desportos de excelência a nível do espectáculo que podem proporcionar. Desde os 14 anos que fui perdendo a paixão ferrenha que tinha pelo tão aclamado desporto rei, mas continuo a ser capaz de apreciar ocasionalmente um bom jogo. Acho inclusivamente que é saudável que se vibre e se sinta um pouco dessa paixão pelo jogo, que se discuta um pouco e se formulem opiniões. No entanto o razoável tem um limite e esse começa quando se começa por tornar em ícone nacional e mundial um tipo, que a nível pessoal e intelectual deixa muito a desejar. Esse limite ultrapassa ainda mais a barreira do racional quando se lhe tenta imputar a responsabilidade de uma boa campanha desportiva da selecção portuguesa e se começam a procurar todo o tipo de falhas para se lhe apontar após o fracasso. É o velho hábito de se arranjar os tão badalados bodes expiatórios, do qual o povo português se mostra, a cada ano que passa, um verdadeiro "expert"!
Resta no meio disto tudo, um pouco da consolação de pelo menos desta vez não termos sido os que fizemos a figurinha mais triste. Podemos olhar para o caso dos franceses, que até o seleccionador nacional , presidente da federação francesa de futebol e alguns dos seus jogadores foram chamados ao parlamento para prestar esclarecimentos sobre o sucedido neste mundial. Chega mesmo a ser caso para um tipo pensar: "Fodasse, mas isto anda tudo chóné, ou sou só eu que devo ter sido importado directamente de Marte?" É que se isto não roça o ridículo para mais ninguém, então alguém que me dê o contacto da nave mãe para eu requisitar a recolha e ser devolvido directamente à procedência...
Ah, e para terminar, antes que os mais conservadores se comecem a perguntar, informo desde já que sim, o autor deste texto está consciente de que termo "nacionalisses" não consta do dicionário de língua portuguesa. Mas serve bem o seu propósito.
Devo dizer que uma parte de mim se sente aliviado com este afastamento do Mundial. Para começar irão silenciar-se finalmente essas horrendas cornetas importadas da África do Sul, as vuvuzelas! Espero apenas que tenha sido uma moda passageira, porque só de imaginar, que sempre que agora houver um encontro importante de futebol, seremos obrigados a suportar esse barulho infernal, até me deixa indisposto! A sério meus amigos, a grande maioria de vocês não acham que já ultrapassaram a idade de andar por aí fascinados com tudo o que aparece à frente e faz barulho? É que isso é típico do comportamento de crianças dos 2 aos 6 anos e não é preciso ser-se nenhum entendido em psicologia para estar a par deste facto...
Outra das coisas que tem bom este afastamento do campeonato do mundo é o fim de toda esta disparatada onda de nacionalismo que agora nos invade a cada 2 anos na altura dos mundiais e europeus de futebol. Nestas alturas nunca faltam bandeiras nacionais, camisolas e cachecóis. Nem as caras pintadas com as cores de Portugal faltam. Até as mulheres que passam 300 e muitos dias do ano a falar mal de futebol e lixar a cabeça aos maridos e namorados por causa da "bola", chegam a esta altura e se for preciso ainda berram mais intensamente que os homens! Anda tudo o ano inteiro a queixar-se do seu próprio país, das pessoas que o habitam e da sua mentalidade, mas basta haver uma competição futebolística de nível internacional para que toda a gente passe a ser "um português cheio de orgulho" na sua nação! Mas se depois as coisas correm mal, já somos todos novamente uma tristeza de povo e remetemo-nos rapidamente à nossa própria e típica insignificância.
Será que, tirando a selecção nacional de futebol não conseguimos encontrar de facto um outro motivo de orgulho para aclamarmos a nossa nacionalidade? Somos mesmo um povo assim tão triste que não consegue identificar com mais nada de positivo além de Figos, Ronaldos e Mourinhos?
E no meio de tudo tenho isto tenho mesmo que perguntar... Serei eu o único que se está perfeitamente a marimbar para o facto de o Cristiano Ronaldo não cantar o hino nacional antes do inicio dos jogos de Portugal? É que tipo... Não há nada melhor para discutir? Será que por obra e graça de Nossa Senhora da Aparição ele jogaria melhor se antes cantasse o hino? E será que isso teria como consequência um melhoramento nas nossas vidas pessoais?
Faço estas perguntas porque depois da derrota de ontem tudo servia para deitar mais achas para a fogueira e justificar o falhanço da selecção. Era só abrir o facebook e constatar isto no meio de todos os comentários revoltados. Confesso que a mim me revolta mais o aumento do IVA, a introdução de novas portagens que irão afastar muito do turismo galego da norte do país e a habitual falta de soluções para resolver os problemas económicos e sociais que nos assolam neste momento. Perante isto, parece-me de facto ridículo andar-me a preocupar com o facto de um puto de 25 anos não cantar o hino nacional antes de começar a dar uns chutos na bola...
Aliás, eu até acho o nosso hino um bocado para o piroso, com menção a armas e a marchar contra canhões...
Será que isso faz de mim uma pessoa com menos amor ao seu país? Talvez faça, até porque antes de me considerar português, considero-me cidadão do planeta terra. Mas isso são já outras conversas...
Voltando ao nosso tema dominante, não quero que pensem que sou algum tipo de fundamentalista anti-futebol, pois se o fizerem estão um pouco distantes da minha realidade. Sou uma pessoa que gosta acima de tudo de bons espectáculos, e no caso do desporto acho que o futebol e o basquetebol são dois desportos de excelência a nível do espectáculo que podem proporcionar. Desde os 14 anos que fui perdendo a paixão ferrenha que tinha pelo tão aclamado desporto rei, mas continuo a ser capaz de apreciar ocasionalmente um bom jogo. Acho inclusivamente que é saudável que se vibre e se sinta um pouco dessa paixão pelo jogo, que se discuta um pouco e se formulem opiniões. No entanto o razoável tem um limite e esse começa quando se começa por tornar em ícone nacional e mundial um tipo, que a nível pessoal e intelectual deixa muito a desejar. Esse limite ultrapassa ainda mais a barreira do racional quando se lhe tenta imputar a responsabilidade de uma boa campanha desportiva da selecção portuguesa e se começam a procurar todo o tipo de falhas para se lhe apontar após o fracasso. É o velho hábito de se arranjar os tão badalados bodes expiatórios, do qual o povo português se mostra, a cada ano que passa, um verdadeiro "expert"!
Resta no meio disto tudo, um pouco da consolação de pelo menos desta vez não termos sido os que fizemos a figurinha mais triste. Podemos olhar para o caso dos franceses, que até o seleccionador nacional , presidente da federação francesa de futebol e alguns dos seus jogadores foram chamados ao parlamento para prestar esclarecimentos sobre o sucedido neste mundial. Chega mesmo a ser caso para um tipo pensar: "Fodasse, mas isto anda tudo chóné, ou sou só eu que devo ter sido importado directamente de Marte?" É que se isto não roça o ridículo para mais ninguém, então alguém que me dê o contacto da nave mãe para eu requisitar a recolha e ser devolvido directamente à procedência...
Ah, e para terminar, antes que os mais conservadores se comecem a perguntar, informo desde já que sim, o autor deste texto está consciente de que termo "nacionalisses" não consta do dicionário de língua portuguesa. Mas serve bem o seu propósito.
domingo, 7 de março de 2010
Unrelated Alien
We speak a different type of language
Unable to find where my kind wanders
I found myself stuck here with yours
Trapped in this unamusing circus
Enough is enough now
Corruptive nauseous breed
Words growing into sentences
Sentences growing into context
Contexts that make stories
Some good and others bad
Enough is enough now
Nauseous corruptive breed
So breath a little now
And regain your breath
What's so important here
For you to get?
There's just too many ways
For all known deceiveness
To find it's track back
Track back on you
Silence growing into darkness
And darkness growing into you
Around the corner comes solitude
And then growing bits of madness
Frustrated as it gets
The end remains the same
Unable to find where my kind wanders
I found myself stuck here with yours
Trapped in this unamusing circus
Enough is enough now
Corruptive nauseous breed
Words growing into sentences
Sentences growing into context
Contexts that make stories
Some good and others bad
Enough is enough now
Nauseous corruptive breed
So breath a little now
And regain your breath
What's so important here
For you to get?
There's just too many ways
For all known deceiveness
To find it's track back
Track back on you
Silence growing into darkness
And darkness growing into you
Around the corner comes solitude
And then growing bits of madness
Frustrated as it gets
The end remains the same
quinta-feira, 4 de março de 2010
(Restless) Place of Slumber
Turn on the hot shower
And let the water flows
Washing away the bitterness
While crying your heart out
Drown all the fears in it
And warmth in it's confort
Let it clean the soul
At least for a while
Stitch up the wound
That's bleeding out you
They will become scars
And shall be the only medals
Your soul will ever ever
Carry on to your graveyard
But they'll have to heal
Or they'll take you down first
Still hoping for a light bright enough to shine in this room of darkness
Only lightned by the candles that the fuzzy storm keeps blowing out
These dreadful ghouls still wonder the outside world
We're unable to communicate for they haunt me
Guess I just got caught shivering again
Chained to this old familiar paranoic loop
Still waiting for that brighter light to come shining from high and upon
And bring faith and life back to this darkened restless place of slumber
And let the water flows
Washing away the bitterness
While crying your heart out
Drown all the fears in it
And warmth in it's confort
Let it clean the soul
At least for a while
Stitch up the wound
That's bleeding out you
They will become scars
And shall be the only medals
Your soul will ever ever
Carry on to your graveyard
But they'll have to heal
Or they'll take you down first
Still hoping for a light bright enough to shine in this room of darkness
Only lightned by the candles that the fuzzy storm keeps blowing out
These dreadful ghouls still wonder the outside world
We're unable to communicate for they haunt me
Guess I just got caught shivering again
Chained to this old familiar paranoic loop
Still waiting for that brighter light to come shining from high and upon
And bring faith and life back to this darkened restless place of slumber
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Mascotes modernizadas!
Estamos em Novembro, e como tal, a época natalícia e o final de 2009 aproximam-se a velocidade de cruzeiro e como é normal nesta altura, a industria da publicidade já começou a fervilhar, e deixem-me que vos diga que do que vi até agora a coisa este ano promete mesmo.
Lembram-se da Leopoldina dos inícios, aquela avestruz meia desengonçada, que voava por mundos de fantasia e brinquedos? Pois é, ela modernizou-se definitivamente! Em 2008 aproveitou para tirar uns cursos de sobrevivência e no final desse ano apareceu-nos como sendo uma espécie Indiana Jones. No entanto, este ano decidiu ir ainda mais longe, e depois de um treino intensivo com os Rangers, eis que agora ela nos aparece como um misto híbrido de Lara Croft com o Sonic, saltando plataformas e provocando explosões, tudo isto em prol do mundo do imaginário, claro está!
A Popota por seu turno não lhe quis ficar atrás e perder protagonismo, como tal, andou o ano inteiro a aprender a dançar Kizomba e Kuduro, depois de no ano passado ter andado mais dedicada à área do Hip-Hop.
Só espero agora é que o Intermarché não siga esta tendência, ou então ainda nos arriscamos a ter os 3 Mosqueteiros vestidos de drag queen a fazer "table-dances" nos nossos ecrãs televisivos em horário nobre...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
A ciência em Portugal

Pois é, o tio Armando esteve de férias e como tal o blogue esteve parado, mas regozijem-se ou amaldiçoem-se os parcos leitores deste espaço porque o interregno das postas de pescada que aqui publico terminou.
Suponho que a maioria de vós nestes últimos dias já se tenha deparado com a nova campanha nacional de promoção à ciência e à tecnologia, seja através dos posters outdoor espalhados um pouco por todo o país ou através da sua campanha televisiva. Pois eu vi-a muito recentemente e gostaria de partilhar aqui o que penso dela, ou pelo menos da maneira como se optou por transmitir a mensagem.
Mal regressei de férias deparei-me com um desses cartazes afixado num dos painéis publicitários do metro, precisamente aquele que está na foto que acompanha este texto. Peço que se percam uns momentos a olhar bem para este anuncio e se reflicta um pouco sobre ele. Ele mostra uma tablete de comprimidos acompanhado da frase "A ciência faz bem". Agora pergunto, serei eu o único a achar que a correlação entre a frase e a imagem é algo de aberrante? É que por norma eu associo os comprimidos a medicamentos e por sua vez estes a doenças. Claro que podem sempre advogar que os medicamentos derivam da ciência e servem para tratar os males de que sofremos, mas a realidade é que eles ao tratarem uma coisa estão a fazer mal a outra. E como se não bastasse, se analisarmos bem as coisas a grande maioria dos males da actualidade devem-se aos avanços da ciência e da tecnologia. Desde o stress a que somos sujeitos diariamente até uma boa parte das doenças que actualmente nos afligem, as suas causas têm como principais factores o estilo de vida que a nossa sociedade adoptou por estar dependente destes para sobreviver.
Dizerem-me que algo que evita males maiores,como é o caso dos medicamentos, não é no meu ponto de vista algo que necessariamente faça bem. Eu pelo menos não associo as coisas dessa forma. Pode ter a sua utilidade e acarretar benefícios, mas fazer passar a mensagem de que é a única solução para as coisas, como me parece ser o intuito desta campanha, não me parece nem algo correcto nem tão pouco inteligente.
Perceba-se que não tenciono fazer disto uma espécie qualquer de manifesto anti-ciência e anti-tecnologia, bem longe disso, mas antes que se pense um pouco na forma como se promove estes, pois é inegável que há coisas positivas a retirar daqui, não esquecendo no entanto que estes acarretam também consequências das quais é necessário que se mantenha a noção. Uma campanha como esta, de carácter nacional não pode ser promovida sem este tipo de consciência, principalmente nos dias de hoje em que os processos de alienação são mais fortes do que nunca, visto que a grande maioria das pessoas apesar de estarem cientes das problemáticas que todos estes avanços científico-tecnológicos acarretam, ou pelo menos de uma parte deles, é igualmente verdade que há cada vez mais um sentimento de impotência crescente no que diz respeito ao que cada um sente poder fazer para minimizar esses impactos. Como tal, acho que se deve esperar e exigir um pouco mais de responsabilidade e consciência na forma como se tenta passar a mensagem neste tipo de campanha publicitária.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Saber escutar
Curiosamente, na semana passada decidi introduzir neste blogue uma série de títulos de assuntos sobre os quais gostaria de escrever. O primeiro de todos era "Está alguém à escuta?". Passados 2 ou 3 dias uma amiga comentava comigo uma situação que tinha tido recentemente com um amigo seu, em que praticamente se tinham chateado porque ele sentia que a comunicação era praticamente unilateral, pois passava o tempo a ouvir as histórias dela e sentia que sempre que ia a dizer ou a contar alguma coisa que era rapidamente interrompido. Ela, a concluir a descrição da situação toda rematou com algo do género: "de facto às vezes estamos estão perdidos e centrados em nós mesmos que acabamos por nos esquecer do quão é importante também saber escutar os outros e dar-lhes a oportunidade de nos contarem também o que se passa com eles. Não é que faça isto por mal, mas às vezes estava tão eufórica e com vontade de partilhar as minhas histórias que acabava por nem o deixar contar as dele". Sorri e assenti em concordância enquanto me recordava do título para este texto. Pensei para mim mesmo que se há alturas em que o acaso nos aponta numa direcção, esta foi uma delas, e como tal decidi que este seria mesmo o próximo texto a ser escrito, embora tenha preferido alterar-lhe o título, pois cheguei à conclusão que "saber escutar" era mais apropriado para aquilo que pretendo transmitir.
O que me parece, é que cada vez mais é necessário explicar às pessoas a importância do saber escutar, porque de facto é algo que a maioria não sabe fazer. Este é um acto que necessita que cada um se saiba remeter a um "silêncio relativo" quando necessário, sendo de igual importância saber identificar em que circunstancias se o deve fazer. E a realidade é que a maior parte das pessoas não se apercebe destes factos.
Toda a gente gosta de contrapor os outros com as suas ideias e ideais, com a sua forma de estar e de encarar a realidade e de partilhar as suas vivências, mas na hora de retribuir, passando para o papel de ouvinte muitos falham. E fazem-no porque não compreendem este pressuposto de "silêncio relativo".
Quando um individuo tem um desabafo para com alguém, ou conta uma determinada situação que viveu, é importante que o receptor se inteire do seu papel, que é ser ouvinte e que para o ser, tem que deixar um pouco de lado as suas experiências e opiniões. É importante que ouça em silêncio e só vá intervindo pontualmente nos momentos que achar inteiramente necessários, caso contrário corre o risco de que o emissor perca o fio à meada ou que simplesmente se aborreça e farte, acabando por não transmitir o que gostaria. É absolutamente frustrante querer contar alguma coisa a alguém ou ter um desabafo e estar continuamente a ser interrompido por alguém que nos quer estar a dar a sua opinião sobre o que acha que temos que fazer, a tentar comparar as suas experiências com as nossas,etc. Não que ache que tal não deva acontecer, porque é importante contrapor as vivências dos outros com as nossas, mas tal só deve ser feito após a mensagem ter sido completada. É um tremendo engano julgarmos que podemos ajudar os outros ou compreender aquilo por que passaram ou viveram se não ouvirmos com atenção tudo aquilo que nos querem transmitir, pois muitas vezes o que inicialmente parece ser uma situação semelhante com algo pelo qual passamos acaba por se revelar algo completamente diferente daquilo que julgávamos ser. É errado presumir-se que sem se conhecer os antecedentes de cada um, sem perceber o que levou a determinado comportamento ou reacção, possamos dar o nosso parecer mais acertado.
Cada ser humano é como um grande livro: tem uma história, história essa que por sua vez tem capítulos e estes por sua vez têm episódios, estando todos eles interligados por um fio condutor que é o individuo. Para se compreender o que fascina e motiva, o que deprime e entristece cada um é necessário ter um pouco de conhecimento sobre a história desse. Querer tirar conclusões precipitadas quando não se conhecem os factos essenciais dos diversos episódios ou capítulos que influenciam a forma de estar e de agir de um individuo é algo que só dificulta mais o acto de compreender na sua totalidade. É como tentar compreender um enredo, conhecendo-se apenas as personagens e os desfechos das suas histórias. Saber apenas que sujeito A fez isto e aquilo a sujeito B e consequentemente sujeito C foi influenciado por isso na sua relação com sujeito D, não é o mesmo que entender quais foram as situações experiências e consequentes motivações que levaram a esses actos, tal e qual como saber que o João foi mordido por um cão, não é o mesmo que saber que este o mordeu porque antes este lhe deu um chuto. É importante que se saiba ver a grande diferença que existe aqui, pois não é com base em "resumos" e presunções que se chega a conclusões efectivas. Ter a capacidade de discernir estes factos e interiorizar que é necessário ter paciência para se perceber o porquê das coisas é a grande arma de um bom ouvinte.
Saber escutar é acima de tudo uma arte que nos permite conectar com a realidade dos outros, enriquecendo-nos a nós e libertando-os a eles. É um dom que deve ser estimado, um privilégio que tem que ser aproveitado. Doutra forma mais vale às vezes falar sozinho...
O que me parece, é que cada vez mais é necessário explicar às pessoas a importância do saber escutar, porque de facto é algo que a maioria não sabe fazer. Este é um acto que necessita que cada um se saiba remeter a um "silêncio relativo" quando necessário, sendo de igual importância saber identificar em que circunstancias se o deve fazer. E a realidade é que a maior parte das pessoas não se apercebe destes factos.
Toda a gente gosta de contrapor os outros com as suas ideias e ideais, com a sua forma de estar e de encarar a realidade e de partilhar as suas vivências, mas na hora de retribuir, passando para o papel de ouvinte muitos falham. E fazem-no porque não compreendem este pressuposto de "silêncio relativo".
Quando um individuo tem um desabafo para com alguém, ou conta uma determinada situação que viveu, é importante que o receptor se inteire do seu papel, que é ser ouvinte e que para o ser, tem que deixar um pouco de lado as suas experiências e opiniões. É importante que ouça em silêncio e só vá intervindo pontualmente nos momentos que achar inteiramente necessários, caso contrário corre o risco de que o emissor perca o fio à meada ou que simplesmente se aborreça e farte, acabando por não transmitir o que gostaria. É absolutamente frustrante querer contar alguma coisa a alguém ou ter um desabafo e estar continuamente a ser interrompido por alguém que nos quer estar a dar a sua opinião sobre o que acha que temos que fazer, a tentar comparar as suas experiências com as nossas,etc. Não que ache que tal não deva acontecer, porque é importante contrapor as vivências dos outros com as nossas, mas tal só deve ser feito após a mensagem ter sido completada. É um tremendo engano julgarmos que podemos ajudar os outros ou compreender aquilo por que passaram ou viveram se não ouvirmos com atenção tudo aquilo que nos querem transmitir, pois muitas vezes o que inicialmente parece ser uma situação semelhante com algo pelo qual passamos acaba por se revelar algo completamente diferente daquilo que julgávamos ser. É errado presumir-se que sem se conhecer os antecedentes de cada um, sem perceber o que levou a determinado comportamento ou reacção, possamos dar o nosso parecer mais acertado.
Cada ser humano é como um grande livro: tem uma história, história essa que por sua vez tem capítulos e estes por sua vez têm episódios, estando todos eles interligados por um fio condutor que é o individuo. Para se compreender o que fascina e motiva, o que deprime e entristece cada um é necessário ter um pouco de conhecimento sobre a história desse. Querer tirar conclusões precipitadas quando não se conhecem os factos essenciais dos diversos episódios ou capítulos que influenciam a forma de estar e de agir de um individuo é algo que só dificulta mais o acto de compreender na sua totalidade. É como tentar compreender um enredo, conhecendo-se apenas as personagens e os desfechos das suas histórias. Saber apenas que sujeito A fez isto e aquilo a sujeito B e consequentemente sujeito C foi influenciado por isso na sua relação com sujeito D, não é o mesmo que entender quais foram as situações experiências e consequentes motivações que levaram a esses actos, tal e qual como saber que o João foi mordido por um cão, não é o mesmo que saber que este o mordeu porque antes este lhe deu um chuto. É importante que se saiba ver a grande diferença que existe aqui, pois não é com base em "resumos" e presunções que se chega a conclusões efectivas. Ter a capacidade de discernir estes factos e interiorizar que é necessário ter paciência para se perceber o porquê das coisas é a grande arma de um bom ouvinte.
Saber escutar é acima de tudo uma arte que nos permite conectar com a realidade dos outros, enriquecendo-nos a nós e libertando-os a eles. É um dom que deve ser estimado, um privilégio que tem que ser aproveitado. Doutra forma mais vale às vezes falar sozinho...
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Seres normalmente normalizados
O ser normalmente normalizado é a espécie que domina a cultura ocidental, e "qui ça", o mundo. Gosta de todas as convenções tradicionais e adapta-se com razoável facilidade às circunstancias da sociedade moderna, pois considera que se trata da evolução natural das coisas. Não perde muito tempo com grandes considerações nem exaustivas reflexões sobre o que o rodeia, porque tem mais do que fazer do que estar matutar muito sobre essas coisas acerca das quais considera estarem muito para além do seu campo de intervenção.
No seu quotidiano segue as opiniões das massas e serve-se dos argumentos usados pelos meios de comunicação social ou pelos seus ícones de momento para justificar as suas posições. Utiliza recorrente os termos "noutro dia disseram-me que..." ou "ouvi dizer...", pois é mais fácil fundamentar as "suas" opiniões tendo a dos outros como antecessoras.
Tem por norma um rendimento produtivo e satisfatório para a sociedade em geral, embora seja raro superar-se no que quer que seja. Nunca, ou pelo menos quase nunca trás nada de realmente novo onde quer que esteja ou vá, mas é bom a manter as coisas na normalidade. Ou seja, não é nem nunca será um criativo, mas dá sempre um excelente técnico de manutenção.
O ser normalmente normalizado não gosta de ser confrontado com grandes choques à sua realidade, mas adora assistir a uma boa confusão. Uma boa fofoca é sempre um dos pratos favoritos, principalmente se esta se referir a alguém que conhece pessoalmente ou a uma figura pública. Uma boa rixa também costuma ser um bom exemplo de um entretenimento que este aprecia. Até é capaz de meter um bocadinho o bedelho, isto é, se a situação o permitir. A larga escala é facilmente dissuadido a participar em qualquer espécie de "Caça às Bruxas", desde que esta seja devidamente aceite na sua sociedade. Não faz grande questão em saber do que se trata ao certo nem do porquê. E isto claro está, até não deixa de ser algo normal.
Dependendo do seu género, masculino ou feminino, no amor e nas relações que vai mantendo também tem um determinado padrão de comportamento. É monogâmico sem saber muito bem porquê, mas como todos os outros o são também não vê mal nenhum nisso. No caso dos homens pode acontecer com alguma frequência acreditar que uma pequena "mijadela fora do penico" também não faz mal a ninguém. Afinal de contas é um homem, e ser assim é normal. Já ser "corno" isso é que não pode ser de forma alguma! Gosta também de se juntar com os amigos e exibir a sua virilidade no meio atirando umas "boquitas" às meninas que passam e fazendo pelo meio meia dúzia de comentários obscenos, não vá alguém duvidar da sua masculinidade. E não há problema algum com isso, também é perfeitamente normal. No caso das mulheres esta por norma tem tendência a levar mais a sério a questão da fidelidade monogâmica, embora coisa que não falta actualmente são excepções a esta regra. De qualquer forma, também acaba por entender muitas vezes com alguma naturalidade que o sexo oposto seja adultero. Afinal de contas, como já vimos é normal o homem ter tendência a cometer o adultério é consequentemente é normal a mulher ser um pouco tolerante e flexível nesta matéria. Esta na sua "natureza". Lá está, acaba por ser normal.
Ao longo da sua existência vai adoptando vários ídolos e ícones. Um ou dois mantêm-se para a vida inteira e outros vão mudando conforme a sua vida vai avançando e as suas opiniões vão oscilando. Gosta de se identificar com estes e segue quase cegamente as tendências que estes ditam. Não gosta muito de questionar o porquê dos seus "role-models" fazerem o que fazem ou dizerem o que dizem. Não sente grande necessidade de tal. E se passado uns tempos os seus actos e as suas acções ou palavras ditarem o mesmo caminho, ele e os outros encaram isso de forma natural, porque é normal que assim seja.
Outra característica do ser normalmente normalizado é o facto de este ser contra muita coisa e a favor de muitas outras, mas só toma posições firmes quando inserido no meio da multidão. Até lá é capaz de ir resmungando aqui e ali, mas nada de muito vistoso. No entanto quando se vê no meio dos "seus" defende vincadamente a sua posição de ser a favor ou contra isto. Fica também muito contente se o seu lado ganha uma qualquer contenda, pois assim sente-se parte da mudança. Chega quase a considerar-se um pioneiro das suas causas por ter "participado". Mas geralmente fica a sensação que este não entende muito bem aquilo que defende. Nada de muito anormal na realidade.
É também um óptimo crítico de política principalmente quando se trata de isso mesmo: criticar. Por norma gosta especialmente de criticar os políticos e em especial o governo. Há os que não gostam da política nem estão para se chatear com tal coisa, mas também não gostam de perder a oportunidade de lançar uma acha para a fogueira para criticar o mau funcionamento das coisas, mesmo que por norma nem tenha o hábito de votar. É a sua forma de abstenção contra todos esses ladrões corruptos, esse bando de filhos da puta que só sabem enganar o povo. Pode não saber quem são nem o que fizeram até à data, mas como "eles são todos iguais" também prefere nem saber. Depois há os que até vão interagindo porque até percebem qualquer coisa do assunto. Esses lá vão dando as suas opiniões tendo em conta os seus próprios interesses e seguem quem os diz defender nesse momento. E há ainda os que se filiam e seguem a ideologia do seu partido e dos seus políticos tão afincadamente que às vezes parecem tratarem-se de membros de uma claque de futebol. E se a qualquer um dos três fizerem uma pergunta de ordem um pouco mais complexa sobre as suas ideologias políticas nunca sabem muito bem o que dizer ou refugiam-se num qualquer cliché para escapar à pergunta. E como até é algo de normal ninguém está para se chatear muito, por isso até passa...
O ser normalmente normalizado é todo ele um adepto do entretenimento. Gosta de futebol e/ou das novelas, das séries da televisivas da moda, gosta dos concursos e tem actualmente uma especial apetência para os reality shows e os concursos que envolvem misturar pessoas com situações ridículas e estapafúrdias. Gosta também muito da internet e se ainda for relativamente jovem é adepto dos chats e das redes sociais, pois são óptimas para o engate ou só para o "flirting". Não vive igualmente sem o seu telemóvel e desenvolve rapidamente um qualquer fascínio pelas mensagens escritas, sendo capaz de tratar de qualquer assunto por sms, seja combinar um simples café com um amigo, dar uma má notícia a alguém e até já há os que conseguem manter acesas discussões só por mensagem escrita! No geral a tecnologia e todo o tipo de "gadget" despertam a sua atenção e consequente cobiça. E isto para ele, é naturalmente a evolução das coisas.
No meio disto tudo, o ser normalmente normalizado na realidade não vive, vai antes vivendo como pode ou sobrevivendo. Não faz nada em concreto, mas vai fazendo aqui e ali uma coisita qualquer. Nunca chega a ter qualquer tipo de grande importância em nada porque também nunca se apercebeu em que é que a sua presença poderia de facto ser determinante. Não marca a sua passagem em lado nenhum para a sua posterioridade, apenas deixa um leve rasto que rapidamente se evapora. E a realidade, é que esta é que parece cada vez mais ser a ordem natural das coisas da espécie dominante. Ser-se e viver-se assim é que é normal. Isto é o que cada vez mais parece que a sociedade nos quer dizer ser o nosso ideal. Assim sendo:
Anormais procuram-se!
No seu quotidiano segue as opiniões das massas e serve-se dos argumentos usados pelos meios de comunicação social ou pelos seus ícones de momento para justificar as suas posições. Utiliza recorrente os termos "noutro dia disseram-me que..." ou "ouvi dizer...", pois é mais fácil fundamentar as "suas" opiniões tendo a dos outros como antecessoras.
Tem por norma um rendimento produtivo e satisfatório para a sociedade em geral, embora seja raro superar-se no que quer que seja. Nunca, ou pelo menos quase nunca trás nada de realmente novo onde quer que esteja ou vá, mas é bom a manter as coisas na normalidade. Ou seja, não é nem nunca será um criativo, mas dá sempre um excelente técnico de manutenção.
O ser normalmente normalizado não gosta de ser confrontado com grandes choques à sua realidade, mas adora assistir a uma boa confusão. Uma boa fofoca é sempre um dos pratos favoritos, principalmente se esta se referir a alguém que conhece pessoalmente ou a uma figura pública. Uma boa rixa também costuma ser um bom exemplo de um entretenimento que este aprecia. Até é capaz de meter um bocadinho o bedelho, isto é, se a situação o permitir. A larga escala é facilmente dissuadido a participar em qualquer espécie de "Caça às Bruxas", desde que esta seja devidamente aceite na sua sociedade. Não faz grande questão em saber do que se trata ao certo nem do porquê. E isto claro está, até não deixa de ser algo normal.
Dependendo do seu género, masculino ou feminino, no amor e nas relações que vai mantendo também tem um determinado padrão de comportamento. É monogâmico sem saber muito bem porquê, mas como todos os outros o são também não vê mal nenhum nisso. No caso dos homens pode acontecer com alguma frequência acreditar que uma pequena "mijadela fora do penico" também não faz mal a ninguém. Afinal de contas é um homem, e ser assim é normal. Já ser "corno" isso é que não pode ser de forma alguma! Gosta também de se juntar com os amigos e exibir a sua virilidade no meio atirando umas "boquitas" às meninas que passam e fazendo pelo meio meia dúzia de comentários obscenos, não vá alguém duvidar da sua masculinidade. E não há problema algum com isso, também é perfeitamente normal. No caso das mulheres esta por norma tem tendência a levar mais a sério a questão da fidelidade monogâmica, embora coisa que não falta actualmente são excepções a esta regra. De qualquer forma, também acaba por entender muitas vezes com alguma naturalidade que o sexo oposto seja adultero. Afinal de contas, como já vimos é normal o homem ter tendência a cometer o adultério é consequentemente é normal a mulher ser um pouco tolerante e flexível nesta matéria. Esta na sua "natureza". Lá está, acaba por ser normal.
Ao longo da sua existência vai adoptando vários ídolos e ícones. Um ou dois mantêm-se para a vida inteira e outros vão mudando conforme a sua vida vai avançando e as suas opiniões vão oscilando. Gosta de se identificar com estes e segue quase cegamente as tendências que estes ditam. Não gosta muito de questionar o porquê dos seus "role-models" fazerem o que fazem ou dizerem o que dizem. Não sente grande necessidade de tal. E se passado uns tempos os seus actos e as suas acções ou palavras ditarem o mesmo caminho, ele e os outros encaram isso de forma natural, porque é normal que assim seja.
Outra característica do ser normalmente normalizado é o facto de este ser contra muita coisa e a favor de muitas outras, mas só toma posições firmes quando inserido no meio da multidão. Até lá é capaz de ir resmungando aqui e ali, mas nada de muito vistoso. No entanto quando se vê no meio dos "seus" defende vincadamente a sua posição de ser a favor ou contra isto. Fica também muito contente se o seu lado ganha uma qualquer contenda, pois assim sente-se parte da mudança. Chega quase a considerar-se um pioneiro das suas causas por ter "participado". Mas geralmente fica a sensação que este não entende muito bem aquilo que defende. Nada de muito anormal na realidade.
É também um óptimo crítico de política principalmente quando se trata de isso mesmo: criticar. Por norma gosta especialmente de criticar os políticos e em especial o governo. Há os que não gostam da política nem estão para se chatear com tal coisa, mas também não gostam de perder a oportunidade de lançar uma acha para a fogueira para criticar o mau funcionamento das coisas, mesmo que por norma nem tenha o hábito de votar. É a sua forma de abstenção contra todos esses ladrões corruptos, esse bando de filhos da puta que só sabem enganar o povo. Pode não saber quem são nem o que fizeram até à data, mas como "eles são todos iguais" também prefere nem saber. Depois há os que até vão interagindo porque até percebem qualquer coisa do assunto. Esses lá vão dando as suas opiniões tendo em conta os seus próprios interesses e seguem quem os diz defender nesse momento. E há ainda os que se filiam e seguem a ideologia do seu partido e dos seus políticos tão afincadamente que às vezes parecem tratarem-se de membros de uma claque de futebol. E se a qualquer um dos três fizerem uma pergunta de ordem um pouco mais complexa sobre as suas ideologias políticas nunca sabem muito bem o que dizer ou refugiam-se num qualquer cliché para escapar à pergunta. E como até é algo de normal ninguém está para se chatear muito, por isso até passa...
O ser normalmente normalizado é todo ele um adepto do entretenimento. Gosta de futebol e/ou das novelas, das séries da televisivas da moda, gosta dos concursos e tem actualmente uma especial apetência para os reality shows e os concursos que envolvem misturar pessoas com situações ridículas e estapafúrdias. Gosta também muito da internet e se ainda for relativamente jovem é adepto dos chats e das redes sociais, pois são óptimas para o engate ou só para o "flirting". Não vive igualmente sem o seu telemóvel e desenvolve rapidamente um qualquer fascínio pelas mensagens escritas, sendo capaz de tratar de qualquer assunto por sms, seja combinar um simples café com um amigo, dar uma má notícia a alguém e até já há os que conseguem manter acesas discussões só por mensagem escrita! No geral a tecnologia e todo o tipo de "gadget" despertam a sua atenção e consequente cobiça. E isto para ele, é naturalmente a evolução das coisas.
No meio disto tudo, o ser normalmente normalizado na realidade não vive, vai antes vivendo como pode ou sobrevivendo. Não faz nada em concreto, mas vai fazendo aqui e ali uma coisita qualquer. Nunca chega a ter qualquer tipo de grande importância em nada porque também nunca se apercebeu em que é que a sua presença poderia de facto ser determinante. Não marca a sua passagem em lado nenhum para a sua posterioridade, apenas deixa um leve rasto que rapidamente se evapora. E a realidade, é que esta é que parece cada vez mais ser a ordem natural das coisas da espécie dominante. Ser-se e viver-se assim é que é normal. Isto é o que cada vez mais parece que a sociedade nos quer dizer ser o nosso ideal. Assim sendo:
Anormais procuram-se!
terça-feira, 21 de julho de 2009
A naturalidade das imperfeições e o eterno fechar de olhos
Será que não está na altura do ser humano chegar à conclusão que um dos seus grandes erros está não no facto de ser imperfeito mas antes na sua falta de capacidade de ver para além das suas próprias imperfeições?
A evolução não acontece quando em vez de se assumirem as coisas se opta pelo caminho da dissimulação e da negação. Camuflar, negar a sua existência, tentar disfarçar ou esconder erros e/ou defeitos levam ao velho caminho da perpetuação do erro, sendo isto uma constante da nossa existência enquanto espécie global e enquanto seres individuais, pois ocupamos demasiado tempo a tentar fazer com que as nossas imperfeições não se notem, apesar de serem reais. E se são uma realidade o único caminho é o confronto directo, implicando primariamente a sua aceitação.
Perpetuar esta panóplia de trapalhadas que continuamente assombra a nossa espécie é o que por sua vez atrasa em demasia a evolução do ser humano. Esconde-se tudo. É as imperfeições físicas, políticas, sociais, culturais, etc... O eterno manto da ilusão adensa-se e vai-se moldando e misturando com as realidades. E assim vivemos numa espécie de limbo, sem nunca saber muito bem quem somos nem o que somos, onde estamos nem para onde vamos e encaramos isto com uma natural passividade porque "é assim a vida"... E como é que poderia não ser se somos melhores a jogar ao "esconde-esconde" do que às verdades e consequentes consequências?
A evolução não acontece quando em vez de se assumirem as coisas se opta pelo caminho da dissimulação e da negação. Camuflar, negar a sua existência, tentar disfarçar ou esconder erros e/ou defeitos levam ao velho caminho da perpetuação do erro, sendo isto uma constante da nossa existência enquanto espécie global e enquanto seres individuais, pois ocupamos demasiado tempo a tentar fazer com que as nossas imperfeições não se notem, apesar de serem reais. E se são uma realidade o único caminho é o confronto directo, implicando primariamente a sua aceitação.
Perpetuar esta panóplia de trapalhadas que continuamente assombra a nossa espécie é o que por sua vez atrasa em demasia a evolução do ser humano. Esconde-se tudo. É as imperfeições físicas, políticas, sociais, culturais, etc... O eterno manto da ilusão adensa-se e vai-se moldando e misturando com as realidades. E assim vivemos numa espécie de limbo, sem nunca saber muito bem quem somos nem o que somos, onde estamos nem para onde vamos e encaramos isto com uma natural passividade porque "é assim a vida"... E como é que poderia não ser se somos melhores a jogar ao "esconde-esconde" do que às verdades e consequentes consequências?
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Introdução
Numa realidade cada vez mais individualista e solitária, as necessidades de escape são cada vez maiores e mais recorrentes. A comunicação com o passar dos tempos torna-se mais estranha devido à ascendente falta de conteúdos. Passam-se as horas, os dias, os meses, os anos e a preocupação principal é arranjar mais entretenimento e mais distracções. No fundo, quer-se "ir passando o tempo conforme é possível". Mas uma vida inteira a "ir passando o tempo" faz com que na realidade seja este quem passa por nós. E ele, ao contrário de nós, uma vez passando não pode voltar atrás.
Um pequeno passo por dia, faz com que a longo prazo se percorra uma longa caminhada, mas esta para ser percorrida, necessita que haja vontade. E se o primeiro passo é pequeno, o segundo provavelmente será um bocadinho maior e assim progressivamente. Talvez ao fim de uns tempos, em vez de pequenos ou largos passos já se percorram trechos do caminho, pois, afinal de contas, todo o exercício custa no início, mas a prática regular vai lentamente tornando tudo mais fácil e eventualmente vai-se-lhe ganhando o gosto.
Convém também entender que certas caminhadas levam o individuo a encontrar obstáculos, ou forçam-no a desvios imprevistos. No fundo, coisas que preferíamos que não existissem, mas que não obstante da nossa vontade teimam em aparecer. Mas é neste contexto que se vê a força e determinação de cada qual. Porque nem sempre a artéria principal é aquela que nos leva ao desejado destino, há que muitas vezes encontrar atalhos que sirvam o nosso propósito. E se dessa artéria, que achamos ser a principal, muitas outras se cruzam, deixando-nos sem saber qual é a que nos leva onde pretendemos, há que ir experimentando as várias possibilidades até reconhecermos o nosso caminho. E pelo meio de todo este percurso, uma infinidade de experiências e sensações irão perdurar no nosso ser. Afinal, elas são as peças essenciais que definem a nossa estrutura individual.
"Artérias cruzadas" é o sítio onde se encontram ideias, ideais e pensamentos. Neste espaço, frustrações, desejos e fantasias convivem com reflexões, opiniões e convicções, com revoltas e tristezas. Aqui sonha-se e idealizam-se realidades paralelas. Aqui tomam a forma de palavras os extensos monólogos produzidos por uma mente e que acabam por nunca se tornar em diálogos.
Desta forma se dá mais um pequeno passo de uma caminhada que há muito anseia por continuar a ser percorrida. Becos, estradas, avenidas e artérias, que se cruzam e entrelaçam tão depressa como se separam até perder tudo o resto de vista, esperam que finalmente o desejado pé os pise e que dê também um sentido à sua existência.
Um mote, acima de tudo:
Mais reflexão, menos distracção
Um pequeno passo por dia, faz com que a longo prazo se percorra uma longa caminhada, mas esta para ser percorrida, necessita que haja vontade. E se o primeiro passo é pequeno, o segundo provavelmente será um bocadinho maior e assim progressivamente. Talvez ao fim de uns tempos, em vez de pequenos ou largos passos já se percorram trechos do caminho, pois, afinal de contas, todo o exercício custa no início, mas a prática regular vai lentamente tornando tudo mais fácil e eventualmente vai-se-lhe ganhando o gosto.
Convém também entender que certas caminhadas levam o individuo a encontrar obstáculos, ou forçam-no a desvios imprevistos. No fundo, coisas que preferíamos que não existissem, mas que não obstante da nossa vontade teimam em aparecer. Mas é neste contexto que se vê a força e determinação de cada qual. Porque nem sempre a artéria principal é aquela que nos leva ao desejado destino, há que muitas vezes encontrar atalhos que sirvam o nosso propósito. E se dessa artéria, que achamos ser a principal, muitas outras se cruzam, deixando-nos sem saber qual é a que nos leva onde pretendemos, há que ir experimentando as várias possibilidades até reconhecermos o nosso caminho. E pelo meio de todo este percurso, uma infinidade de experiências e sensações irão perdurar no nosso ser. Afinal, elas são as peças essenciais que definem a nossa estrutura individual.
"Artérias cruzadas" é o sítio onde se encontram ideias, ideais e pensamentos. Neste espaço, frustrações, desejos e fantasias convivem com reflexões, opiniões e convicções, com revoltas e tristezas. Aqui sonha-se e idealizam-se realidades paralelas. Aqui tomam a forma de palavras os extensos monólogos produzidos por uma mente e que acabam por nunca se tornar em diálogos.
Desta forma se dá mais um pequeno passo de uma caminhada que há muito anseia por continuar a ser percorrida. Becos, estradas, avenidas e artérias, que se cruzam e entrelaçam tão depressa como se separam até perder tudo o resto de vista, esperam que finalmente o desejado pé os pise e que dê também um sentido à sua existência.
Um mote, acima de tudo:
Mais reflexão, menos distracção
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