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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Mascotes modernizadas!


Estamos em Novembro, e como tal, a época natalícia e o final de 2009 aproximam-se a velocidade de cruzeiro e como é normal nesta altura, a industria da publicidade já começou a fervilhar, e deixem-me que vos diga que do que vi até agora a coisa este ano promete mesmo.
Lembram-se da Leopoldina dos inícios, aquela avestruz meia desengonçada, que voava por mundos de fantasia e brinquedos? Pois é, ela modernizou-se definitivamente! Em 2008 aproveitou para tirar uns cursos de sobrevivência e no final desse ano apareceu-nos como sendo uma espécie Indiana Jones. No entanto, este ano decidiu ir ainda mais longe, e depois de um treino intensivo com os Rangers, eis que agora ela nos aparece como um misto híbrido de Lara Croft com o Sonic, saltando plataformas e provocando explosões, tudo isto em prol do mundo do imaginário, claro está!
A Popota por seu turno não lhe quis ficar atrás e perder protagonismo, como tal, andou o ano inteiro a aprender a dançar Kizomba e Kuduro, depois de no ano passado ter andado mais dedicada à área do Hip-Hop.
Só espero agora é que o Intermarché não siga esta tendência, ou então ainda nos arriscamos a ter os 3 Mosqueteiros vestidos de drag queen a fazer "table-dances" nos nossos ecrãs televisivos em horário nobre...

domingo, 14 de junho de 2009

A nossa triste TV...


O lixo que nos é trazido até casa diariamente através da caixinha mágica é impressionante. Às vezes não compreendo se a programação é feita para nós ou para deficientes mentais. É que se não é às vezes parece...

Ele é novelas, é concursos, é passatempos... Um verdadeiro mar de programas capazes de provocar uma autentica diarreia cerebral, mas que ao mesmo tempo se conseguem manter na grelha dos seus respectivos canais devido às suas audiências. O seu objectivo é pura e simplesmente estupidificar as pessoas, o qual muitas permitem com um à-vontade perturbador. E o que mais me choca é que muitos às vezes não se adequam à nossa realidade, mas não obstante desse facto estes continuam no ar.

Portugal é um país pequeno, que revela uma notória falta de ambição para evoluir e a nossa televisão é um reflexo disto mesmo. Somos um povo de consumistas pouco exigente e fácil de satisfazer e a programação dos nossos canais é a triste prova deste deste facto, pois são completamente incapazes de nos oferecer algo adequado à nossa realidade. Quase todos os programas que integram a nossa grelha televisiva são importados de outros países que pouco ou nada têm a ver com a nossa cultura. O último exemplo disto chama-se "Salve-se Quem Puder!".
Tive a oportunidade de recentemente ver na Sic Radical um excerto do programa original, oriundo do Japão, onde a ideia era pôr os concorrentes a realizar tarefas idiotas e superar provas estúpidas. Resumindo, o objectivo é criar situações ridículas para os concorrentes as tentarem superar. No universo japonês isto até se enquadra, pois a sua cultura televisiva insere-se muito neste tipo de entretenimento, mas no nosso, é na minha opinião completamente descabido, pois o nosso quotidiano em nada se assemelha ao deles e consequente as nossas necessidades são diferentes das destes.

A televisão de um país deveria reflectir um pouco dos costumes culturais desse povo e o que transparece da nossa é a imagem de um povo incapaz de produzir o seu próprio entretenimento e que se limita a reproduzir e traduzir para a sua língua os programas desenvolvidos pelos outros e para os outros. Não digo que às vezes não possa haver um ou outro que até se encaixem bem no nosso panorama, mas se a este nível simplesmente não produzimos nada isto acaba por se tornar um grave atestado de estupidez que estamos a passar a nós próprios. Não nos faria mal nenhum ter um pouco de dignidade e amor próprio e começar a exigir que se nos vão expor a merda, ao menos que nos exponham à que é feita cá e não à dos outros. Não deixar perpetuar este tipo de situações é algo que também é responsabilidade do público em geral, pois o não compactuar com tal é uma forma de acção que também nos compete a nós enquanto cidadãos e indivíduos inteligentes. Aceitar esta situação de forma indiferente apenas irá continuar a provar a nossa insignificância e falta de brio próprio.